vômitos dispersos alucinações corriqueiras embriaguez literária metamorfoses culinárias ciência intergaláctica devaneios teatrais arroubos musicais
segunda-feira, 31 de março de 2014
Bisbilhotando
Poetas ou poetisas,
[são aqueles que sabem dizer o que se sente
quando o vento parece soprar todas nuvens que encobrem o céu
para que se possa fazer a vontade daquela que parece ser a única
a querer ser vista
por meio dos olhos das gentes vivas].
Eu não.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Matemática-mente falando
Das coisas da criação musical e da canção popular no Brasil:
(E, claro: das coisas da minha cabeça):
?Como é que um termo pode ser-vir (a ser) tanto para dizer do prestígio e da condição liminar de alguém?
No populacho, a seguinte equação:
Sendo: Bamba = prestígio, honra, poder
bamba: vulnerabilidade
Bamba = a versus bamba.
Ou B = b quando B # b.
No fim, dá exato.
A-corda!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Aos seis de janeiro
Ansiosa.
Pelo fim de um livro que não chega ao fim embora o fim esteja perto.
Pensou sem pensar - que é um jeito não-sistemático de sistematizar o pensamento - em pautar numericamente as férias sem férias - ou falar da quase primeira semana do ano que começou sem que o outro tenha terminado. Eis aqui, na pessoa primeira, egocêntrica:
1. Acabo de ler um relato de viagens de tom descompromissado. Um jeito bom de estudar em mês de férias que só chegam depois que o meses de férias acabarem, ao menos pra mim.
1. a) Que é um jeito bom também de preparo ou aperitivo para ingressar num outro relato de viagens a quem a história da antropologia deu ares de cânone e, portanto, metodologia consagrada.
Quanto ao 1.a): quando você pensa no conteúdo de livro sendo método, fica bem mais difícil de ler.
Acerca do 1: boa literatura de viagem é o modo mais próximo que nossa civilização dispõe de teletransporte.
2) 5 dias do ano novo contemporâneo e nenhum email que valesse a pena - email no sentido estrito do termo, sem cutucadas, esbarradas ou comentadas faceibucações.
3) Hoje é o dia de santos reis e finalmente um email que valeu a pena. Pode ter sido coincidência. Mas fica difícil de acreditar depois de lições de magia ritual em antropologia descompromissada . Eu disse, descompromissada, o que é apenas uma característica de estilo e não de qualidade. Além do mais, hoje é dia de sementes de romã na carteira, de desmontar árvore de Natal, fazer promessa, renovar votos, etc. Ah, chegaram também boas notícias de amigos, o que sempre é bom.
4) Gosto de literatura e antropologia, literatura em antropologia e antropologia em literatura e a depender do contexto cultural tratado, religião e magia são inevitáveis. Amém, Oh Glória, Saravá!
5) A música é a primeira, egocêntrica, porque afinal é dia da Festa. Mas o álbum vale a pena. Inclui a manjadinha "Não quero dinheiro" (só quero amar) não necessariamente nessa mesma ordem e "Não vou ficar" que o Kid da Abelha teve a audácia de regravar. Isso sem falar de "Eu preciso aprender a ser só" imortalizada por Elis imortal. Mais duas faixas na língua do Tio San que o Tim tanto cantou e viveu. Em "I Don't Know What To Do With Myself" fica gostosa a intromissão do vocal feminino hablando em português como se não tivesse nada a ver com aquilo, comprovação que vem em "Meu país" utópico com lutas e sem distinção de cor para que o amor possa fluir. Tudo isso sem perder o tom romântico estilo mela-cueca que do qual o Tim é assumidamente re-conhecido. E também tem a bonita "Você" que sempre me faz lembrar da segunda colação de grau da minha vida - a primeira foi no prezinho (pré-escola), mas daí a trilha sonora é outra, tipo bambalalão.
5.1)
Pelo fim de um livro que não chega ao fim embora o fim esteja perto.
Pensou sem pensar - que é um jeito não-sistemático de sistematizar o pensamento - em pautar numericamente as férias sem férias - ou falar da quase primeira semana do ano que começou sem que o outro tenha terminado. Eis aqui, na pessoa primeira, egocêntrica:
1. Acabo de ler um relato de viagens de tom descompromissado. Um jeito bom de estudar em mês de férias que só chegam depois que o meses de férias acabarem, ao menos pra mim.
1. a) Que é um jeito bom também de preparo ou aperitivo para ingressar num outro relato de viagens a quem a história da antropologia deu ares de cânone e, portanto, metodologia consagrada.
Quanto ao 1.a): quando você pensa no conteúdo de livro sendo método, fica bem mais difícil de ler.
Acerca do 1: boa literatura de viagem é o modo mais próximo que nossa civilização dispõe de teletransporte.
2) 5 dias do ano novo contemporâneo e nenhum email que valesse a pena - email no sentido estrito do termo, sem cutucadas, esbarradas ou comentadas faceibucações.
3) Hoje é o dia de santos reis e finalmente um email que valeu a pena. Pode ter sido coincidência. Mas fica difícil de acreditar depois de lições de magia ritual em antropologia descompromissada . Eu disse, descompromissada, o que é apenas uma característica de estilo e não de qualidade. Além do mais, hoje é dia de sementes de romã na carteira, de desmontar árvore de Natal, fazer promessa, renovar votos, etc. Ah, chegaram também boas notícias de amigos, o que sempre é bom.
4) Gosto de literatura e antropologia, literatura em antropologia e antropologia em literatura e a depender do contexto cultural tratado, religião e magia são inevitáveis. Amém, Oh Glória, Saravá!
5) A música é a primeira, egocêntrica, porque afinal é dia da Festa. Mas o álbum vale a pena. Inclui a manjadinha "Não quero dinheiro" (só quero amar) não necessariamente nessa mesma ordem e "Não vou ficar" que o Kid da Abelha teve a audácia de regravar. Isso sem falar de "Eu preciso aprender a ser só" imortalizada por Elis imortal. Mais duas faixas na língua do Tio San que o Tim tanto cantou e viveu. Em "I Don't Know What To Do With Myself" fica gostosa a intromissão do vocal feminino hablando em português como se não tivesse nada a ver com aquilo, comprovação que vem em "Meu país" utópico com lutas e sem distinção de cor para que o amor possa fluir. Tudo isso sem perder o tom romântico estilo mela-cueca que do qual o Tim é assumidamente re-conhecido. E também tem a bonita "Você" que sempre me faz lembrar da segunda colação de grau da minha vida - a primeira foi no prezinho (pré-escola), mas daí a trilha sonora é outra, tipo bambalalão.
5.1)
Para Davi Bovolenta, com votos de felicidades e muito amor no ano novo.
sábado, 14 de dezembro de 2013
De-deixa.
A deixa aqui é a seguinte...
Vira e mexe tem vontade de dizer o que não se diz sobre as coisas que as músicas dizem.
Deixa...
Sentir 'de lá de dentro a vontade'.
Se não servir pra mais nada (como se o mundo e todas as coisas que nele se encontram ou nele são encontradas servissem para ter função, servissem pra algo que não fosse tão somente o nada) serve pra dançar mergulhada e deliciosamente (que nem quando a danceteria tá lotada e você nem liga ou quando está entregue adolescentemente no quarto sozinha).
Tem músicas que a gente não sabe se são geniais por conta do clima e da atmosfera que conseguem criar, se pela letra, ou pelo tom de breguice (que é aquela coisa que quase todo mundo na espécie humana burguesa sente, mas tem vergonha de admitir) ou se por outra coisa que você não consegue e nem precisa explicar.
É essa uma dessas, genial em todos e nestes sentidos. E sobretudo no título.
Deixa!
Vira e mexe tem vontade de dizer o que não se diz sobre as coisas que as músicas dizem.
Deixa...
Sentir 'de lá de dentro a vontade'.
Se não servir pra mais nada (como se o mundo e todas as coisas que nele se encontram ou nele são encontradas servissem para ter função, servissem pra algo que não fosse tão somente o nada) serve pra dançar mergulhada e deliciosamente (que nem quando a danceteria tá lotada e você nem liga ou quando está entregue adolescentemente no quarto sozinha).
Tem músicas que a gente não sabe se são geniais por conta do clima e da atmosfera que conseguem criar, se pela letra, ou pelo tom de breguice (que é aquela coisa que quase todo mundo na espécie humana burguesa sente, mas tem vergonha de admitir) ou se por outra coisa que você não consegue e nem precisa explicar.
É essa uma dessas, genial em todos e nestes sentidos. E sobretudo no título.
Deixa!
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Do elo crespo como mola propulsora
14 horas da sexta-feira treze: a missão.
Eu confesso. Hoje tá difícil. Um sono insistente e sou quase um espectro. Aumenta minha capacidade de cometer pasteleiras (termo definidor de minha potencialidade de distração).
Precisando estudar e me sinto desenergizada. Mas vamo lá!
Fiz um café. Na verdade assim, pus água pra ferver. Enquanto rolava a ebulição fiquei na interneta capturando notícias e textos que me interessam. Costumo fazer isso no tempo pré-estudos-pós-almoço que é quando sei que, se começar imediatamente a ler, durmo.
É a hora enrola-sono até que ele desista e resolva passar pra que eu possa continuar a ter vida própria.
A água ficou borbulhante lá na cozinha. E eu, em frente do computador.
Daí vi isso:
Acordei na hora!
Depois da brisa, eletrocutada, pus a música pra tocar e voltei pra cozinha. Passei o café com a conexão dos cachos a todo vapor e com as palavras escorregando nas voltas crespas da cabeça.
Com a xícara quase balde estimulante voltei pra frente do meu mal necessário e, as pontas dos dedos movimentaram a energia acionada no corpo-cosmos e dai: não pensei nisso.
Foi também um bom momento para olhar pros meus dedos decorados de vermelho-alaranjado pela Cris hoje cedo, outra negra linda do cabelo lindo! É mais bonito quando os dedos carregam as palavras com as pontas cheias de verniz. Quem disse que a estética do palavreado não é importante?
Como a missão da sexta feira treze continua, deixo a música de bandeja que relampeou na minha cuca quando vi o vídeo. O café acompanha pois 'meu processo apesar de lento pode fluir'.
E por fim eis me aqui, firme na parceria e na linguagem da meta.
E esse é um texto em primeira pessoa. Ostento agora madeixas mais curtas, porém mais armadas.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Quem me dera
Quem a conhece ou desconhece sabe que ela sonha textualmente em linguagem musical. Conhece ou desconhece pois não se pode tomar a parte pelo todo sem articulá-las e menos ainda negar a necessidade de conhecer desconhecendo, de acertar errando, de enlouquecer lucidamente.
É assim que ela pensa muitas vezes. É assim que ela cosmo-visa o mundo. Não só assim, mas bem assim.
Há momentos em que a linguagem é a meta e não a metalinguagem. Este é o caso.
Momento do contraditório, pois se a linguagem quer ser meta de chegada bem que pode ser ponto de partida.
Meti aqui um exemplo do contraditório e da sua afirmação. Poético e político que é pra ser sincera. Pra ser parte. Para estar contida no mergulho que entorpece e emancipa.
Isto é esse post. A contradição como meta paradoxal e o paradoxo como meta. Aquele que quer alcançar todos o lugares e ampliar os sentidos ao mesmo tempo em que não tem a pretensão de chegar a lugar algum. Ou ainda "o além dos além" que nunca ninguém viu como assim falou Estamira.
Assim, hoje a música não é de bandeja e o texto é que vem de brinde. É comum no exercício antropológico e na vivência pessoal-cultural que brindemos nossos mortos. De toda forma, o texto musicado e o texto escrito estão juntos e conectados nela e por ela. Daí a meta dela e da linguagem. E a linguagem da meta dela.
Sobre o brinde aos nossos mortos e mais além, por Boff:
http://leonardoboff.wordpress.com/2013/12/07/o-significado-de-mandela-para-o-futuro-ameacado-da-humanidade/
-----------
A mágica da dádiva é que ela não pára na tua mão. Ela segue em infinitas parcerias.
A meta é tornar infinitas as possibilidades de comunicação e cognição para a liberdade dos seres. E quem dera fazer algum sentido entre os elos da corrente que re-une o humano em sua humanidade.
'Quem me dera não sentir mais medo algum'.
Assinar:
Postagens (Atom)
